História

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O projeto foi criado por um processo natural de uma única pessoa que, desde os 9 anos, teve como marca principal o amor pelos animais.
Todos os animais! Esse é Marcelinho, hoje com 25 anos que dedicou e continua dedicando sua vida ao animais. Foi considerado o protetor de animais mais jovem do Brasil. Cães, gatos, galinhas, tartarugas….não importa em que condições são encontrados, se precisam de ajuda lá está ele. Não gosta de dizer que tem um abrigo, prefere chame de “Lar Temporário” sua chácara em Mairiporã. Esse lar conta com quase 150 animais e é mantido com muita dificuldade.

“É muito gratificante mudar a vida de um animal, minha luta é para que mais e mais pessoas possam aprender que animal também sente dor, também quer amor.”

fotohitoria2A história começa quando ele ainda era uma criança e não tinha a permissão da mãe para ter animais em casa. De família muito pobre, a mãe precisava trabalhar e o menino passava as tardes com os cães dos vizinhos. Aos 9 anos teve seu primeiro cão, mas já se preocupava com aqueles que vagavam pelas ruas, sem dono, sem cuidados, sem carinho. Mas foi em Alagoas, para onde se mudou com a mãe, que teve seu primeiro contato com o universo da proteção animal. Ele conheceu uma mulher que cuidava de gatos em uma feira permanente. “Ela levava gatos doentes para casa e um dia fui lá e vi que ela tinha mais de 100 gatos“, e segundo ele, foi naquele momento que percebeu o que era abandono e o que aquilo representava.

De volta à São Paulo, numa casa alugada com quintal ganhou a Tifane e apareceu uma cadela de rua, a Magrela, que ele cuidava e até fez uma casinha pra ela num terreno. Todos os dias ia cuidar da Magrela. Quando um vizinho jogou sua cadela na rua com 5 filhinhos, Marcelo levou essa cadela e filhotes para o “terreno da Magrela”. Fez mais uma casinha e passou a pedir sobras de comida em restaurantes da região para alimentar os cães. Nesse período já com 13 anos, descobriu a castração e a partir daí uma nova fase se iniciava. Drª Veronica de Guarulhos castrou todos os animais que Marcelinho cuidava. Tudo ia bem até que apareceu o dono do terreno e colocou todos os animais na beira da avenida com casinhas e tudo. Marcelinho os recolheu, eram então 18 animais, e os levou para casa. Nada bom para o menino, a convivência com sua mãe não era nada boa.

Ao comprar uma nova casa, não havia espaço para os cães e ele teve que decidir… Vagou pelas ruas com os cães por 3 dias (durante as noites, dormia na laje de uma amiga).

Com 13 anos, sem dinheiro, sem apoio, levou seus cães para um abrigo. Dos 18 cães apenas 6 sobreviveram, os outros morreram de fome nesse abrigo. Com ajuda de amigos conseguiu comprar um barraco na favela. Esse barraco media 2,5 x 5 e tinha condições precárias, mas suficientes para o menino abrigar-se com os 6 cães. Na favela, onde a realidade dos animais é mais cruel, que deixou o menino cada vez mais determinado a mudar essa realidade tão triste. Já contava com 20 animais no barraco e começou a procurar pessoas que pudessem ajuda-lo. Procurou ONGs para castrar animais e tentar assim controlar a população de animais dento da comunidade. Com 15 anos trabalhava na UIPA, ganhava uma castração por semana e carregava os animais dentro do ônibus, salvo quando não era expulso do coletivo e tinha que percorrer o caminho à pé. Quando descobriram que o menino era menor de idade, perdeu seu emprego na UIPA, com a rescisão, comprou um barraco melhorzinho. E o trabalho continuava, conseguia castrações, doava animais, etc.

Até que o barraco começou a cair…mas como já era conhecido no meio da Proteção Animal, foi feito um verdadeiro movimento para ajudar esse menino tão esforçado na causa. E foi assim que ele conseguiu sua atual Chácara em Mairiporã. O custo mensal gira em torno de 10 mil reais e a fonte de renda são as ajudas mensais. Nem sempre as contas fecham no final do mês, sempre há um resgate mais complicado, animais precisando de cirurgias e tratamentos as vezes de preço elevado.

Mesmo muito jovem, Marcelinho sabe que o que pode mudar a realidade dos animais é a educação.

Educar para a posse responsável, para os cuidados com os animais. Para disseminar esse conhecimento fecha parcerias com veterinários, ONGs e muito trabalho com crianças da Comunidade do Sapo na Zona Norte de São Paulo.

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